Contrariando a música de Gilberto Gil, Michael Jackson não resistiu mais à sua brancura e tristeza. Ele se foi, e creio que, desta para uma melhor.
Não me surpreendi com a notícia de sua morte repentina, por que, nos últimos anos, sua vida vivia cercada de acontecimentos inesperados. A qualquer momento, uma bomba podia estourar. Se não eram escândalos de toda a sorte, com processos ou cenas constrangedoras protagonizadas por ele, problemas de saúde ou novidades relacionadas à sua aparência bizarra estampavam as manchetes.
Tudo isso me fazia enxergar um artista triste, envergonhado por sua aparência, seja na aparente vergonha de ser negro, ou por sua suposta doença de pele, ou por ser como era, uma pessoa frágil, sensível. Embora tivesse um carisma enorme e milhares de fãs em todo o mundo, não soube impôr suas qualidades e defeitos a seu favor e foi engolido pelos escândalos em torno de sua imagem.
Por isso, seja onde ele estiver agora, acho que sua alma poderá finalmente ter paz. E, finalmente, sua música e sua grandeza como artista não serão mais ofuscados por escândalos e sensacionalismos de todo o tipo que o acompanharam na última etapa de sua vida. Adiós, MJ!