quinta-feira, 14 de maio de 2009

Vida ecológica

O noticiário da semana está cheio de preocupações com o meio ambiente. Uma campanha da SOS Mata Atlantica está tentando incentivar as pessoas a fazerem xixi no banho (a dica é para economizar descargas), e acho que o mesmo não vale para escovar os dentes no banho... cada um toma banho como quer, mas acho que o tempo perdido escovando os dentes enquanto cai toda aquela água é maior que o de quando se escova na pia - além de a quantidade de água que cai ser menor.
Outra coisa que eu li e que me entristeceu muito, foi que o atum, um dos meus peixes preferidos, está sendo citado em uma lista que recomenda restrição no consumo de pescados. Essa lista é o "Guia de Consumo Responsável de Pescados" (http://www.unimonte.br/downloads/guia_consumo_verso.jpg), elaborado pela Unimonte. Ele diz para evitar o consumo, pois a espécie está "próxima a extinção, devido ao excesso de pesca". :(
O caderno Equilíbrio, da Folha SP, traz uma matéria sobre este assunto hoje, e cita outros alimentos que devem ser consumidos com moderação (caranguejo, palmito, tubarão, caviar etc).
A matéria diz que, no caso do atum, a restrição se refere a algumas espécies, como o atum-azul - um tipo raro, pescado no mar, que no Japão e chega a custar US$ 40 mil (um preço bem restritivo, por sinal...), ou, as brasileiras albacora (o avermelhado que é servido como sashimi nos restaurantes japas) e bati. Outras espécies, como o bonito, estariam liberadas para o consumo.
Para uma consumidora de atum enlatado como eu, seria importante ter essa informação sobre as espécies no rótulo das latinhas (eu AMO atum enlatado... além de ser uma das coisas mais práticas na dispensa para uma pessoa que não sabe cozinhar direito). Será que rola?
Essa conversa sobre o palmito também me interessa bastante. Segundo a matéria, os melhores para consumo são o pupunha e o açaí, por que a plameira não morre após a extração do palmito. E é possível saber a espécie lendo o rótulo da embalagem. O problema é saber de onde vem nos restaurantes, né?
Viver com preocupações ecológicas parece complicado, mas (talvez) com informação e boa vontade a gente chega lá. Não custa tentar.